
Viajaram gestos como setas e em largos espaços feriam o coração apaixonado. Eram gestos de indiferença desprezo pelas palavras dedicadas e entregues com magia. Gestos que criaram pequenos lagos que nasciam nos seus olhos e se descreviam em ondeares de rosto abaixo. Assim, ficou no calar da noite, no vazio da cama cheia, olhando a lua lá fora. Viu o vento que agitava os mundos lá de fora e sorriu, pois dentro dele a força do amor acalentava o coração ferido e fazia dele um coração de peito cheio, um coração recheado de amor e força.
Levantou-se, enxaguou as lágrimas que teimavam e cair e pensou dormir sobre o assunto, mas o peito pedia para deixar as palavras espraiadas no papel e assim o fez.
Pegou na sua caneta e procurou um luz trémula que existia no canto do quarto. Escreveu o que o peito mandou num papel que no seu interior continha palavras de amor, na esperança que estas inundassem o coração do outro lado, abrindo-o também para o dia que se avizinhava. Por fim, deitou-se e dormiu.
Pela manhã leu o que tinha escrito naquele
silêncio da noite e viu que o amor do outro lado da folha tinha inundado aquele lado também. Aqueceu as palavras frias e rimou as palavras esquecidas, fez do triste texto um conjunto de rimas que encerravam amor em cada recanto. Fechou-o e entregou-o a quem o merecia. Espero que saibas ler
nas entrelinhas.
-=amadorjp=-