
A luz faltou e apesar do mundo estar do avesso dentro da cama, os meus olhos beijaram-te o corpo iluminado pelo
luar quente. Perdi-me no contar dos minutos em que o olhar te bebia os contornos.
Desenhei-te como se de uma folha branca se tratasse e depois colori-te de amor e paixão.
Por breves momentos, pensava que poderias acordar e ver-me ali admirando cada contorno do teu corpo encoberto, mas os olhos pediam-me sempre para te olhar mais uma vez.
Imaginei cada linha debaixo do lençol, tal como te sei de cor. A memória das mãos trazia recordações multiplas de te sentir, de te ter presa nas mãos em liberdade. A minha boca entregou-te mil e um beijos e as mãos abraçaram-te em silêncio, até jurava que suspiras-te numa dessas vezes.
Deliciado com todo o teu explendor e reconfortado de toda a tua beleza, deitei-me na almofada do teu lado, olhando-te. Recordei a guerra debaixo dos lençois que viviamos e deixei-me ali. Quieto, imóvel, apenas tocando-te ao de leve como que bebendo do nosso amor. Murmurei um amo-te atrás da tua orelha, beijei-te o cabelo sedoso e dormi.
-=amadorjp=-
De
Fofa a 31 de Março de 2007 às 22:49
Quisera eu imaginar que, enquanto dormia, do meu lado estava alguém que me sentia como descreveste...
Sublime!
Ela é uma felizarda...
E eu admiro a tua capacidade de escrever em versos e rimas. Mas os meus olhos prendem-se é nas tuas prosas... onde sonho e me apetece voltar.
Bjo fofo.
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