Naquele dia, como nos que antecederam aquele, queria dizer-te tudo, mas tinha medo que tudo acabasse entre nós. Encontramos-nos no hotel e depois dos corpos rolarem na cama, fomos jantar. Goês escolhes-te tu. Procuramos e lá consegui chegar (felizmente conheço bem Lisboa). O jantar nem foi grande coisa, pois tudo era de carangueijo... no entanto depois do prato principal decidiste ir à casa de banho. Ao te afastares olhava deslumbrado para o teu corpo. Com umas botas de cano, mini saia de ganga e uma camisola verde... estavas divinal pensava eu... Lá ao fundo o empregado deve ter pensado o mesmo. Ai se pudesse tinha-lhe dado uma tareia ali mesmo! No entanto foi aí que percebi que o ciume que sentia era diferente de tudo o que tinha sentido antes por qualquer outra pessoa. Tu mexias comigo de maneira diferente.
Enquanto estiveste fora da mesa, pensei em muita coisa, mas principalmente em tudo o que tinha sentido por ti desde que te tinha conhecido. Era tudo diferente... algo que não conseguia explicar... Sem perceber porquê, não me conseguia, nem queria afastar-me de ti!
Voltas-te para a mesa, bebemos café, pois nem sobremesa tinha de jeito e saímos para ir ao Parque das Nações... chegados ao carro, agarrei-te na perna e deitado sobre o teu colo disse-te toda a verdade. Chorei como nunca chorei por ninguém e o peito ficou um nó por pensar que tinha acabado tudo... No dia seguinte liguei e terminei tudo com a outra pessoa... Não fazia sentido continuar com alguém sabendo que te amava a ti. Logo de seguida liguei-te e... mesmo magoada, percebes-te que nós dois éramos só um e que tinha sido sincero.
Hoje não me arrependo minimamente de o ter feito. Cinco anos depois, tudo o que sentia está cá. Continuas a mexer comigo como ninguém, continuo a desejar-te como a ninguém desejei, continuo a não gostar quando vejo alguém a olhar-te com olhos de desejo... mas hoje sou mais feliz, pois tu és minha!
Amo-te linda e sempre te vou amar, pois nesta vida só temos uma metade que nos completa e tu, tu és a minha metade!